Newsletter Nº14 (27/07/2005)

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I Festival Nacional de Parapente - Inatel 2005

O I Festival de Nacional de Parapente - Inatel 2005, realizou-se de 14 a 17 de Julho, organizado pelo INATEL(Direcção) conjuntamente com a Wind (Equipa Técnica) , com o apoio de várias entidades entre as quais a Câmara Municipal de Celorico da Beira e a FPVL. A competição e lazer do parapente foi assegurado por uma equipa de instrutores e monitores da WIND - Centro de Actividades de Montanha, que muito se esforçaram para que tudo estivesse pronto a horas para receber os pilotos e acompanhantes.

Neste evento contámos com cerca de 130 pilotos inscritos e mais ou menos "identificados" cerca 20 pilotos não inscritos (infelizmente ainda acontece!), e que é de lamentar. Podemos ainda contar com cerca de 20 clubes inscritos.

Todos os dias foram voáveis e apesar das condições meteorológicas não terem sido as mais indicadas, ainda foi possível realizar voos em distância com algumas dezenas de quilómetros.

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Decorreu em paralelo várias actividades desportivas e culturais, que enriqueceram este nobre festival de parapente nesta bonita aldeia histórica. Neste evento recheado de actividades, para além da magia do voo que Linhares proporciona, destacou-se ainda outras actividades desportivas, tais como; rappel na parede do castelo, slide, escalada numa parede artificial, jogos tradicionais e perícia de BTT.
Teve lugar ainda os famosos passeios de burro, uma forma de transporte tradicional já muito pouco habitual.

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A Exposição fotográfica teve lugar numa das torres do castelo, organizada pelo piloto Manuel Figueiredo, surpreendeu pela arte fotográfica, as fotos expostas revelaram encanto e o prazer que os praticantes de parapente têm ao usufruir do espaço aéreo.

Numa outra torre do castelo, esteve permanentemente a passar vários filmes de parapente à disposição do público em geral.

Foi apresentada pelo piloto Gonçalo Velez uma expedição ao terceiro cume mais alto da terra “Escalada do Kanchengunga – 8568 mt” que partilhou connosco, excelentes fotos da sua aventura.

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De salientar as visitas guiadas pelo concelho, onde familiares e amigos dos parapentistas tiveram a oportunidade de visitar os principais pontos de interesse da região.
Realizaram-se dezenas de voos em bilugar. Após a aterragem eram bem visíveis nos rostos dos passageiros a alegria e encanto do seu baptismo de voo.

Houve ainda lugar para a instrução, onde vários pilotos realizaram o exame para nível IV.

Foram realizados diversos ateliers de informações por Nuno Gomes e Andreia Lopes, focando vários temas como meteorologia e espaço aéreo controlado.

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A ceia Medieval esteve muito bem organizada, que fez lembrar os tempos dos reis e rainhas. A marcar esta ceia, foi o assinatura do protocolo por várias entidades políticas, de forma a tornar Linhares um centro de actividades de montanha onde o parapente assume um lugar de destaque.
À noite o convívio entre pilotos foi em particular no bar térmicas com a actuação de um excelente trio musical a marcar a animação nocturna.

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As pernoitas foram um pouco por todo o lado, desde a casa do parapentista, pensões, parque de campismo que começa a ter excelentes sombras.

No final foram distribuídos os seguintes prémios:

Maior Permanência Maior Ganho de Altitude Maior Distância
1º José Saraiva 1º João Horta 1º Hermenegildo
2º Jorge Ferreira 2º Helena Mafalda 2º Alexandre Monteiro
3º José Cardoso 3º Daniel Pereira 3º Ricardo Murilhas

Piloto mais Velho
Sr. Azevedo

Piloto mais Novo
Filipe Louro

Clube mais representado
Clube de Montanhismo da Arrábida

Na tentativa de estabelecer um recorde de asas no ar, contaram-se cerca de 63 asas, mas devido às condições (vento a diminuir de intensidade), não foi possível aumentar esse número .

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Linhares da Beira, afirma-se mais uma vez como a Catedral do Parapente, os seus recursos naturais proporcionam voos para todos os níveis de praticantes da modalidade. É encantador voltar a ver o céu de Linhares colorido com dezenas de asas. Com todo o respeito por outros excelentes locais de voo, Linhares pela sua conjuntura, destaca-se pelas suas potencialidades. É um local místico que merece o apoio e presença de todos nós, de forma a tornarmos o parapente mais enriquecedor em toda a sua plenitude.

Há ainda a salientar, as três enormes descolagens e as duas brilhantes aterragens que tornou este evento sem qualquer registo de acidentes. Houve ainda muitas viaturas de transporte, o que minimizou o tempo de espera para quem queria subir às descolagens. As recolhas dos pilotos que partiram para distância, também foram efectuadas com bastante eficácia.

Parabéns a todos os que lideraram e estiveram presentes neste evento que certamente a sua participação individual, contribuiu para a evolução e dignificação do parapente em Portugal.

Até Breve
Wind Team

nota: um obrigado especial aos pilotos que disponibilizaram as fotos para esta newsletter: Figueiredo(TecnolabDigital), Saraiva e Vitor Nunes